quarta-feira, 19 de junho de 2013


Se a América é dos americanos, por que não o Japão para os japoneses?



Entenda por que a linha Kyosho é tão nacionalista.

Existe uma frase famosa, dita por Monroe, presidente americano não tão famoso quanto sua frase, que mostrou toda a intenção do país para com seus vizinhos: “América para os americanos”. O que foi visto no começo como uma simples declaração nacionalista, se revelou posteriormente como uma política intervencionista internacional para influenciar os países da América e evitar influências estrangeiras, sobretudo a europeia.  Porém, essa atitude não só influenciou a politica externa, mas toda uma forma de atuação social e cultural. Antes que você me pergunte o que politica tem haver com a sua mini, vou explicar.
Essa filosofia acabou sendo utilizada por todas as nações, como uma forma de fortalecer seus valores morais, cívicos e culturais, numa clara defesa as influências estrangeiras no mesmo âmbito de atuação. A xenofobia, ou o preconceito aos valores estrangeiros, acabaram sendo exacerbados, e foi refletido no principal campo comum de uma sociedade: sua cultura. Exemplo disso são os brinquedos. Não importa o país que vamos, sempre teremos exemplos locais de brinquedos e brincadeiras típicas do local visitado, e sempre serão defendidos como autênticos e originais, e que deveriam ser apenas eles a serem difundidos entre as crianças. Da mesma forma que é uma defesa, essa atitude também funciona de ataque (cultural, no caso), e os EUA souberam como ninguém usar essa indústria como uma forma de penetrar na cultura estrangeira e molda-la a sua semelhança. Não à toa, se repararmos em brinquedos tradicionais como Barbie e Hot Wheels, a maior crítica perante esses brinquedos é justamente por ser um espelho da sociedade americana, e uma forma de “americanizar” crianças e assim, uma sociedade inteira.

Esse Nissan influencia até hoje os esportivos japoneses. Mas nem todos conhecem o modelo.

Não diferente, a Kyosho trabalha da mesma forma. Se repararmos as séries lançadas pela marca japonesa, não é de estranhar, que vejamos modelos desconhecidos da maioria dos amantes automotivos, como Mazda Savanna GT, Nissan Skyline Turbo RS, Toyota Soarer e Honda S800. Porém, os que são modelos toscos, feios e estranhos, para os japoneses, representam da mesma forma o que Opalas, Mavericks e Gols Gtis para o aficionado brasileiro.

O que temos que lembrar, sempre, que diferente do americano que exporta sua cultura de consumo como forma de influência, o Japão até os dias de hoje ainda é um país fechado, com cultura e gosto típicos e bem pouco divulgado ao redor do mundo. Acreditem, não é só de sushi, sashimi e anime que o país vive. Se pensarmos bem, somente de forma moderna, no final da década de 90, com a popularidade do videogame através dos jogos Gran Turismo e Need for Speed, além da série cinematográfica Velozes e Furiosos, que popularizaram modelos que são verdadeiros deuses sobre rodas, como Nissan Skyline GT-R R34, Mazda Efini RX-7 ou até mesmo o mais famoso (ou menos desconhecido) Honda NSX, desenvolvido pelo saudoso Ayrton Senna.


A importância histórica de um modelo sempre deveria ser o motivo de ser reproduzido, seja de qual nacionalidade fosse. Mas no mundo corporativo não é bem assim.

Escrevi isso tudo por que, sinceramente, acho digno e até mesmo obrigatório uma empresa como a Kyosho produzir sim modelos que marcaram seus colecionadores e povo. Da mesma forma que muitos colecionadores sonham com Chevettes, Pumas e Dodges Polaras na escala que desejam os japoneses também desejam Fairladys, Cosmos e Truenos. Se marcas desconhecidas fazem sucesso, seja aqui, nos Estados Unidos ou Japão, é a mesma: a paixão por automóveis seja ele de que lugar for.

Por isso,  não se incomode se a Kyosho lançar como sua próxima série, mais algum carro japonês que você nunca ouviu, ou até mesmo um Lada Laika. Você pode até não gostar, mas um japonês (ou até mesmo um russo) pode amar aquele modelo, e seja de que nacionalidade for, todos merecemos ter nossos sonhos realizados, não é amantes de Opalas, Brasílias e Pumas?




quarta-feira, 20 de março de 2013

Pequenos detalhes, grandes diferenças – 2° parte.



Nem tudo é perfeito. Até mesmo em um Kyosho.

Como prometi, aqui estou para a segunda parte de minha análise sobre a qualidade das minis Kyosho em escala 1/64. Antes que eu seja linchado em praça pública, vale lembrar que nenhuma miniatura, seja ela de qual marca ou nacionalidade, é perfeita. Esse artigo serve mais para um efeito de conhecimento da marca, uma espécie de “eu avisei”, que muitas vezes procuramos, e mesmo em inglês ou japonês, temos dificuldades de achar. Os critérios usados foram o da minha percepção com as miniaturas que possuo (23 no total, até o momento, sendo 6 Bead Collection), comentários e quase 9 anos de colecionismo na escala 1/64. Claro que respeitarei todos os comentários, sejam eles a favor ou contra a minha opinião, mas não colocando minha Mãe ou Esposa no meio, o resto é aguentável galera.

Então, vamos aos fatos. Toda moeda tem dois lados, duas faces. Com a Kyosho não seria diferente, por mais que torçamos. Alguns detalhes pode ser questão de gosto, outros, inevitáveis no que diz respeito a produção em série de um produto, mas os erros estão lá, e não podemos simplesmente ignorá-los ok?!

A mini pode ser grande, mas acredite, é bem mais leve do que qualquer Hot Wheels moderno. E o plástico está presente em abundância.

O primeiro aspecto negativo é com relação ao peso da miniatura. Não que ela seja uma pluma, mas se analisarem o peso, perceberão que uma mini Hot Wheels ou Matchbox, mesmo com a maior predominância de plástico na fabricação nos últimos anos, pesam bem mais. Resultado de uma liga Zamac mais fina, o que por consequência, deixa a miniatura oriental mais leve. Outro detalhe é que o plástico é encontrado em grande quantidade. Todas as minis tem sim a carroceria feita de metal, mas todas também tem a base feita em plástico, é de certa forma mais fino do que encontramos em outras marcas que se utilizam do mesmo material em seus produtos. Não sei, realmente, se a quantidade é influência na produção de um corpo de metal  e em sua base de plástico, para torná-lo mais detalhado, ou se é apenas questão de economia, mas que uma mini Kyosho é mais leve, isso é inegável.

Outro fator que contribui para o peso é a tinta. As camadas são em menor número, ou menos espessas, na Kyosho do que em outras miniaturas, o que provoca um problema inevitável: miniatura Kyosho e queda não se dão bem, mesmo! Não que nenhum colecionador queira ver suas miniaturas se chocando contra o chão, mas em alguns casos, quando isso acontece, respiramos aliviado que a pintura não foi atingida, e não sofreu o famoso “descasque”. Na marca oriental, não tem erro: é 100% de certeza de ficar danificada. Não só em quedas, mas se a mini ficar muito tempo em contato direto com outra superfície (maleta ou painel de transporte) fatidicamente era sofrerá danos na sua pintura.

Devia vir escrito: "Cuidado, muito frágil! Nunca tire da base acrílica sob pena de ter sua pintura danificada".

Se o detalhamento é um ponto forte, não podemos dizer o mesmo da execução dos encaixes, sobretudo dos rebites e retrovisores. Não é incomum você encontrar uma peça em que o rebite foi colocado tão justo, que a mini fica rebaixada “demais”, e a rodas roçam na carroceria ou sequer rodam. Os retrovisores, muitas vezes, são mal presos, e são demasiadamente frágeis. Qualquer descuido no manuseio da mini, mesmo em sua base, pode fazer que o retrovisor seja arrancado. E o conserto é difícil e raramente fica sem marcas.

Outro ponto polêmico, não que seja um erro, mas uma peculiaridade, são as várias versões de um mesmo modelo. Ferrari, Lamborghini e Porsche são alguns dos modelos que tiveram dois, as vezes 3 moldes de carroceria diferentes para um mesmo modelo, o que pode gerar de duas uma: raiva ou frustração, pois as versões recentes são bem mais reais e detalhadas que as primeiras, ou fascinação e colecionismo ao extremo, pois as versões antigas se tornam raras e valiosas, inflacionando seu preço. Antes que me digam “mas a HW tem trilhões de versões de Mustang ou Camaros”, é raro ela trocar o molde de um mesmo modelo. Geralmente ela cria um molde novo, e adiciona um novo nome, ou é o mesmo ano, mas modelos diferentes. Na Kyosho é o mesmo carro/modelo/ano do original, o que gera a discussão. Outro ponto que não gera tanta discussão, mas causa estranheza a muitos colecionadores é o fato da miniatura ser vendida em uma caixa fechada, sem qualquer indicação, a não ser o código na embalagem, de qual modelo vêm dentro. Uma tradição japonesa, que remonta no final da 2° guerra mundial e a escassez de material, criou uma espécie de “brinde surpresa obrigatório”, o que gerava interesse e a fidelização da molecada procurando determinada peça. Até hoje é usado esse método, não só no Japão, mas ao redor do mundo, e o Kinder Ovo é o mais global dos representantes.


Não, a Lamborghini em questão não é de Rally. Foi erro de montagem mesmo. E acredite, é mais comum do que gostaríamos.

Pra terminar, o fato da marca não ser comercializado fora gera duas situações incômodas: quantidade e preço das peças fora do Japão. Não adianta reclamar que é difícil conseguir sua miniatura ou que paga caro, pois a marca comercializa predominantemente para o Japão, e recentemente abriu o mercado para a China. Mesmo com um mercado tão grande quanto o chinês, é notório que a produção é pequena, devido ao valor da miniatura já para o mercado oriental. Por mais que grandes lojas onlines e a própria Kyosho comercializem nos EUA, a proporção das minis que chegam lá é ínfima perto do que fica retido na terra do sol nascente e na China. E não adianta chorar e fazer beicinho, pois o foco da marca é o Japão. Claro que os acionistas e corporativistas devem estar olhando, felizes, ao aumento de reputação e procura da marca em países fora do eixo oriental, mas no mercado frágil que estamos vivendo, duvido que algum plano a curto prazo de expansão da marca para a Europa ou América esteja sendo estudado.

Saibam que tudo o que comentei acima pode não ser um defeito pra você, mas ca função da página foi a de ser um guia da marca, então, por mais que eu até não concorde com o que escrevi acima (sim, peguei opiniões estrangeiras, que eu mesmo discordo), eu precisava expor essas peculiaridades, como fonte de informação e ponto de comparação de qualidade/fidelidade/preço de uma miniatura. E como eu já disse acima, não interessa se algo está errado, ruim ou mal feito, se uma pessoa gosta de determinado objeto, ela o compra, independente do que os outros acham. Colecionismo é paixão, amor. E nós do KDB somos fissurados pela Kyosho, com o sem defeito nas miniaturas. #fato

p.s.: Um "defeito" muito discutido será analisado separadamente no meu próximo post. Aguarde por que a discussão será boa! :P

* Fonte das fotos: Daboxtoys e 1:64 Diecast Hunter.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013


Pequenos detalhes grandes diferenças – 1° parte.


Uma pequena análise de como a Kyosho conquista seus colecionadores.



Não poderia deixar de fazer uma análise de um tema que, de certa forma, é controverso e sempre vai criar discussões e argumentos acalorados. O assunto? As qualidades e possíveis pecados de uma marca. Gosto mais de chamar de detalhes, por que independente de preço, tamanho, peso, acabamento e detalhamento, quando a emoção (paixão, em geral) fala mais alto que a razão, tudo o que dissermos é sumariamente ignorado pelo fã de uma determinada marca ou determinado tipo de miniatura. Contudo, nós do blog KDB tentamos, ao máximo, ser imparciais, e por isso, apresentaremos agora aquilo que faz com que a Kyosho seja uma potência emergente no colecionismo diecast em escala 1/64.

Adorável semelhança.

Uma das principais características que conquista fãs e  admiradores dessa marca é a tentativa de reproduzir ao extremo cada particularidade do modelo em escala real para a miniatura. Tamanho, cor, faróis, retrovisores e uma séries de outras características que são “pasteurizadas” nas marcas mais populares são reproduzidos ao máximo, com um rigor e acabamento que foge do convencional.

O Dodge Challenger "real" vem exatamente com essas rodas, demonstrando grande trabalho para a reprodução da mini em mínimos detalhes.

A começar pelas rodas. Nos acostumamos tanto a ver miniaturas com rodas genéricas, recurso para maximizar a produção e reduzir os custos que quando nos deparamos com imagens das miniaturas na internet, é difícil acreditar que seja mesmo uma mini na escala 1/64. A maioria das peças da marca japonesa começa sua reprodução meticulosa justamente pelas rodas. Em sua grande maioria, os modelos têm exatamente as mesmas rodas em sua versão escala original, seja no formato, cor e disposição, dando um realismo pouco visto nessa escala. Vale salientar que apesar de existirem outras marcas com esse mesmo detalhe, sua produção é menor, como Minichamps e Schuco, tendo apenas em comparação, a Greenlight em termos de volume de produtos. Mesmo quando uma série usa de uma roda “em comum”, a mesma existe de verdade, e não uma criação de algum design ou desenvolvedor das minis, mantendo assim, o caráter de verossimilhança da miniatura. Claro que esse detalhe não seria completo se todas as rodas não fossem calçadas de pneus de borracha, que a marca faz questão de utilizar, muitos deles inclusive com ranhuras e marcas de produtores de pneus oficiais, como Yokohama e Bridgestone.

Um fator que arrebata corações é os... retrovisores! Isso mesmo. Todas as miniaturas têm retrovisores, e seguindo a mesma linha das rodas, modelados de acordo com o modelo original. A marca sequer se utiliza de um recurso comum de marcas mais populares que é a padronização da peça, dando a mesma a vários modelos. Não só em tamanho e forma, mas as cores são respeitadas, por isso, se for uma peça baseada em modelo antigo, com certeza terá um cromado reluzente e condizente com a matriz que o originou.


Nada de retrovisor "padrão" ou falta do mesmo. Se um carro tem um retrovisor, a Kyosho vai lá e faz, simples assim.

Outros detalhes, como limpadores de para-brisas e antenas de rádio são reproduzidos, mas em uma dimensão de realidade menor, sobretudo para facilitar a produção da miniatura. Contudo, não é impossível vermos na extinta linha Bead Collection até mesmo esses itens serem respeitados, sobretudo por ser uma linha mais detalhista, dando ai um caráter completo de reprodução.

Não podíamos esquecer os faróis e lanternas. Todos feitos de acrílico colorido respeitam os mínimos detalhes, sendo que apenas algumas minis têm as setas pintadas na carroceria. Entretanto, faróis e lanternas seguem a fidelidade do projeto, seja em formato, cor e localização. O mesmo segue a pintura, seja no tom da cor ou variedade. Coleções temáticas como Ferrari ou Porsche não sofreram de alguma cor que as fabricantes não usem. Poucas são as minis que fogem dessa tendência, e em sua grande maioria, quando utilizam cores estranhas ou muito chamativas são minis raras e escassas propositalmente (falaremos desse assunto em outro post, ok?!). Destaque para os decalques, sobretudo dos modelos baseados em carros de corrida. Não há economia, podendo um modelo ser totalmente coberto por decalques, e todos realistas, de patrocinadores e formatos do modelo de verdade.


 Os faróis, além de serem de acrílico, carregam o máximo de elementos para se compararem ao da escala real.

A altura da mini ao solo é bem bacana, não sendo muito alto, como um off-road ou suv, a não ser que a mini seja baseado nesse tipo de veículo, e na maioria das vezes, principalmente os esportivos, tem uma altura mínima do solo, realmente mostrando a vocação do modelo.

Um ponto discutível é a escala e proporcionalidade da mini. Verificamos facilmente que as minis obedecem um padrão de proporcionalidade, evitando que um carro compacto tenha o mesmo tamanho ou altura de um superesportivo, contudo, por mais que a Kyosho coloque como “true scale” suas minis, após medições pessoais e de outros colecionadores e blogs, percebemos que há alteração na escala, tendo alguns modelos próximos, mas não em escala 1/64, o que pode ser um ponto negativo ou positivo. Sobretudo, em relação a proporcionalidade,  verifica-se que há um esmero, evitando que um BMW Isetta seja maior ou perto do tamanho de uma BMW M3, mostrando exemplar proporcionalidade na escala.


Não há economia de decalques ou detalhes nas peças, independente de serem baseados em carros de rua ou de corrida. O Nissan GT-R acima tem mais decalques do que muitas minis de outros fabricantes juntas!

Pra terminar, todas as peças são dispostas em uma case com base de acrílico, nome da miniatura, e presos com parafuso facilmente retirável, dando um ar de miniatura de escala maior e superior mesmo em uma mini de escala reduzida.

Não importa pra onde você olhe uma miniatura Kyosho, sempre haverá qualidade, detalhismo e veracidade na mesma, mostrando que para ser fazer uma miniatura impecável, basta força de vontade e um pouco de ousadia, mesmo que isso custe um pouco mais do que o convencional.

No próximo post, traremos os pecados que contribuem para que a Kyosho seja uma promessa, porém não realizada, ainda. Aguarde!


*imagens: site daboxtoys, blog 1:64 diecast hunter, blog diecast-zone e blog My Inside. 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

OEM/ Dealer Edition: A volta da Bead Collection?



Miniaturas avulsas da Kyosho intrigam colecionadores e até vendedores.


Você já imaginou comprar um carro, qualquer um, com a logomarca de outra empresa? Ou mais, sem nenhuma logomarca? Será que você compraria sabendo que outra pessoa montou aquele carro que não a antiga montadora que o criou? O que pode parecer loucura, no colecionismo diecast, é natural. Muitas marcas contratam fábricas para terceirizar a montagem, embalagem e distribuição de seus produtos. Porém, muitas vezes, o contrato é encerrado sem a detentora de o material reivindicar a posse dos restos do material já produzido. Acontece também que, para baratear custos e dar exclusividade a um determinado produto, muitas vezes uma marca o produz sem qualquer referência ao original, gerando um similar de preço mais accessível e de menor tiragem.

Pode não parecer, mas essa miniatura têm a assinatura Kyosho em sua fabricação.

Acabei de explicar de forma bem genérica a linha OEM e a Dealer Edition da Kyosho. Esse recurso está se tornando cada vez mais frequente na marca, gerando confusão e muitas especulações em volta destes produtos, que ainda não foram definidos como mera estratégia de marketing ou uma nova linha diecast. Para entendermos melhor, basta lembrar o post que fiz sobre a origem da produção da Kyosho, e que em uma mesma fábrica, muitas marcas produzem os seus produtos simultaneamente, gerando desconfiança e troca de informações e base técnica entre as mesmas.
Com essa informação na cabeça, algumas manufaturas chinesas resolveram terminar de produzir modelos que foram deixados pelas empresas que utilizavam suas linhas de produção e vender no varejo. As exigências são simples: não pode haver nada que identifique a marca que pertence aquele molde, em troca de total liberdade de negociação do produto. Nasceu assim a OEM, que é a abreviação de Ex-Manufactoy Model, ou em uma tradução livre, “antiga fábrica do modelo”. Em outras palavras, as sobras de produção são montadas, decoradas de forma diferente da original e colocada à venda para comerciantes e lojistas especializados. Problemas para os colecionadores? De nenhuma forma. As marcas montadas, como a Kyosho, exigem alto grau de qualidade e precisão em sua montagem, o que garante a qualidade, além de serem sobras, o que geram séries bem limitadas em termos de peças. O que poderia ser um fiasco vira uma verdadeira mina de ouro. Se você conseguiu a sua OEM, parabéns. Se não, prepare-se para desembolsar, no mínimo, 50 dólares (100 reais) para obter uma peça. Pode até ser salgado, mas acredite, a exclusividade é total.


Detalhes mínimos diferenciam a versão OEM da versão de produção em série. Detalhes sutis, que fazem a diferença na hora de vendê-las, acreditem!

E a Dealer Edition? É essa “série”, por assim dizer, que tem levantado suspeita e dúvidas de muitos colecionadores e fóruns. A Dealer Edition deveria ser, na sua idéia original, a produção em escala limitada, de um modelo à pedido de determinado fabricante, geralmente automotivo. Contudo, existem dois tipos de “Dealers” no mercado, o que faz com que a coisa fique confusa, em um primeiro momento.
O primeiro tipo de Dealer é a produção limitada de determinado modelo para agraciar alguma campanha de marketing. Modelos da BMW, Audi e Nissan foram feitos nesse esquema, seja para serem presenteados como brindes na compra do modelo real ou marcar o lançamento do modelo em questão. Geralmente tem o mote de um OEM, não carregam a marca da empresa que construiu, e a única referência está na embalagem do modelo, geralmente no fundo da embalagem.

Mini oficial de lançamento, mas vendida oficialmente pela Kyosho. Será que esse será o "jeitinho japonês" para fazer uma série mais detalhada, como a era a Bead Collection?

Contudo, a própria Kyosho colocou a venda Dealer Editions oficiais da marca, como o Bettle, o Porsche 911 e o Lexus LFA. Então, seria esses modelos um Dealer Edition? Mas se são Dealers, como são oficiais, com logomarca debaixo da mini e tudo? A resposta é: teste de mercado. Muitos colecionadores e fóruns acreditam que os Dealers sejam um teste de público e crítica com relação a modelos mais bem acabados. Em outras palavras, um ensaio para a volta da Bead Collection, que tinha o mesmo mote de exclusividade e acabamento. Vale salientar que a série Bead acabou em 2009, e desde então, muitos modelos foram supervalorizados, mostrando a marca japonesa que existem sim público, principalmente no exterior, para miniaturas ainda mais detalhadas na escala 1:64. Se a série mais detalhada da fabricante oriental voltará ou não, só o tempo dirá. Contudo, com a frequência cada vez maior de modelos sendo lançados nesse parâmetro, para mim, será questão de tempo até vermos a Dealer Edition oficializada. Torcida e colecionadores é que não falta, com certeza.


fotos: Site Daboxtoys e Google Images

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013


Ctba Customs: de colecionador Kyosho para colecionador Kyosho.




A Ctba Customs vende Kyosho por que entende exatamente o que o colecionador precisa.


Já comentei aqui que comprar minis da Kyosho não é uma tarefa tão fácil em se tratando de Brasil. As miniaturas não são comercializadas e muito menos distribuídas oficialmente no nosso país, sobrando ao colecionador recorrer a vendedores e lojas especializadas. Contudo, até as lojas especializadas no nosso Brasil não trabalham com essa marca (a grande maioria) . Ai você pensa: “Fud...!” Calma! Para isso é que existe o blog Kyosho Diecast Brasil.
Sempre que possível, trarei vendedores e lojas sérias aonde vocês poderão pesquisar e comprar os modelos. Não caberá a eu decidir sobre valores ou negociações. Apenas trarei os vendedores que sei que são sérios, e que não deixarão você amigo colecionador na mão.
E o primeiro de nossa série será a Ctba Customs Miniaturas. Situada em Curitiba, a Ctba começou a vender miniaturas há pouco mais de um ano. O motivo? Seu proprietário, Muriel Felipe Schiochetti é um aficionado pela marca Lamborghini, e coleciona miniaturas de quase todas as escalas relacionada a marca italiana. Um dia, vasculhando a net, deu de cara com a marca Kyosho, e procurou lojas e vendedores que tivessem as minis tão desejadas. Resultado? NADA. Daí, com o conhecimento de inglês e procurando contatos comerciais, conseguiu as minis que tanto desejava. Amigos e colecionadores próximos se entusiasmaram com a vitória de Muriel, mas como todo bom brasileiro, preferiam que “alguém” conseguisse as minis. Não é difícil imaginar o que o Muriel fez né? Montou a Ctba Customs Miniaturas e revende as peças para colecionadores brasileiros.

Pode não parecer, mas a Ctba Customs é a maior revendedora independente Kyosho no Brasil!


Segundo palavras do próprio Muriel: “Comecei a colecionar as Lamborghinis por causa da Lamborghini Gallardo LP570-4 cor verde ithaca, sempre gostei das lambos. Claro que comprei um ou outro HW, mas nunca gostei de verdade. Quando vi a Lamborghini que falei no Ebay, marca Kyosho e a um preço não muito alto, arrisquei. Deu certo, comecei a pesquisar e a entender mais da marca. Me apaixonei e passei a comprar com frequência. Depois foi questão de tempo a querer completar as séries, porém esbarrei na dificuldade de encontrar modelos antigos e pensei ‘se eu tenho dificuldade os outros também devem ter’ e quis facilitar não só a minha vida,  mas a de todo mundo.”
A brincadeira virou coisa séria (ou nem tanto – entenda mais a frente). Ele começou a aumentar o estoque, ganhar fama entre colecionadores sulistas, e hoje é um dos maiores fornecedores de Kyosho do Brasil. Ele mesmo explica o motivo: “Apesar da seriedade do negócio, tento manter as vendas o m ais próximo possível, mantendo a venda como mais um hobby que adquiri. Muitos pensam que eu lucro muito, mas acreditem o lucro que é pouco coloco pra sustentar o estoque e ter variedade, e claro, comprar lambos pra mim (muitos risos)”.
A Ctba Customs vende em média de 70 a 200 peças por mês, e hoje conta com um estoque de mais de 1500 miniaturas para pronto-atendimento ao colecionador brasileiro. “A pior sensação que um colecionador por ter, e eu já senti isso, é querer muito uma determinada miniatura, e o vendedor não ter, ou sequer previsão de tê-la. Preferi pecar pelo excesso à pela falta (mais risos). Hoje, tento atender de todas as formas possíveis o aficionado pela marca, seja no preço, na forma de pagamento, na variedade ou até na encomenda da miniatura desejada, coisa que quase ninguém no mercado faz” explica Muriel.
Muriel ainda complementa falando sobre valores e a dificuldade de conseguir as minis: “A pior parte no processo de venda é conseguir as minis por um preço justo e honesto. Diferente de outras lojas que tem fornecedores grandes e especializados, eu acabo conseguindo a mini de várias fontes, e por conta da quantidade de peças, muitas vezes o preço final não é exatamente o que o colecionador procura. Claro que muitos comparam com os Hot Wheels, mas se pararmos para analisar as duas marcas, o valor de um Kyosho poderia ser muito superior ao que é cobrado em mercado devido ao esmero e detalhismo extremo. Por isso, acho que não vendo mais por que a nossa cultura de colecionar ainda está muito baseada nos carrinhos da Mattel.” O dono da Ctba Customs termina dizendo que o objetivo da empresa é, no futuro, se tornar um “fornecedor oficial” da marca em nosso país, para que dessa forma, possa melhorar o atendimento e diminuir custos operacionais: “Eu e o pessoal da fan page da Kyosho Diecast Brasil (www.facebook.com/KyoshoDiecastBrasil) estamos nessa batalha para popularizar a marca no Brasil. Claro que eu gostaria de ser um representante oficial da linha diecast, mas acima de tudo, queremos que a marca volte seus olhos para o Brasil e de alguma forma as minis cheguem oficialmente por aqui, para que, enfim, todos possam sair lucrando e felizes. Quero que todos vençam, independente de quem seja.”



Visão de uma parte do estoque da Ctba Customs. Pouca coisa não?


Se interessou? Pode procurar o Muriel e sua equipe na página do Facebook (www.facebook.com/curitibacustoms) ou através do anúncio da Ctba Customs no Mercado Livre (http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-453320467-kyosho-164-encomendamos-qualquer-miniatura-peca-ja-a-sua-_JM), pois todos estarão prontos para lhe atender e te ajudar naquela mini que você tanto deseja dessa marca japonesa que tanto amamos. Há, mas se for Lamborghini, não te garanto não, sabe como é, o Muriel é fã, acha todas bonitas... Torce para ele deixar alguma pra você, hehehehe.

p.s.: Brincadeiras a parte, o pessoal da Ctba Customs consegue de qualquer marca, inclusive Lamborghini. Agradecendo ao Muriel e a todos da Ctba pela gentileza e tempo em conceder essa reportagem para o Kyosho Diecast Brasil. 

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013


Tudo tem um preço não?!




Até as miniaturas Kyosho. Quanto vale? Depende de você. Mas também do mercado, país...


Todo mundo já escutou a famosa frase “tudo tem um preço”. Sem discussões filosóficas e éticas, de forma fria e realista, tudo realmente tem um preço. Desde um simples pão até um suborno, tudo hoje tem um valor, uma quantia que, oferecida, lhe trará o bem ou sensação desejada. Não seria diferente no mundo diecast. E quanto vale uma miniatura Kyosho? É o que vamos tentar descobrir agora.
Pra começar, temos que saber, em média, quanto se paga por uma mini em seu país de origem, o Japão. A base do preço que irei divulgar se baseia em 3 sites que são a fonte de todo Kyosho: a própria Kyosho (www.kyosho.co.jp), a Karuwaza, braço eletrônico da Sunkus K e distribuidora oficial das minis (www.karuwaza.jp) e a Rakuten, a maior loja online do Japão, o equivalente ao Ebay no oriente (www.rakuten.co.jp). Em todas as fontes, preço médio de uma mini gira em torno de 1.500 ienes. Antes que me preguntem, sim, são as minis mais comuns ou as menos desejadas. Mas é em cima delas que os preços são praticados, não adianta chorar ou reclamar.
Fazendo uma conta rápida (e claro usando um conversor de moedas da internet – no caso, o usei o do yahoo, que usa a cotação das últimas 24 horas) chegamos ao valor de R$ 34,657. Usando a velha técnica do arredondamento científico, chegamos ao valor de R$ 35 reais. Se usarmos o Ebay como base de valores, o modelo mais barato que encontraremos para “buy it now” será de $ 8,50 dólares, que convertendo em reais, dará algo em torno de 17 reais nacionais.
No Ebay, você ecnontra entre 25 e 50 dólares... sem o frete! Com o frete... ai são outros quinhentos...

Alguns diriam “uau”. Outros “que barato”. Porém, esse ainda não pode ser oficializado como o preço real da mini. Tanto no Japão como nos Estados Unidos, pagamos impostos assim que adquirimos um produto ou serviço. Fora que, se comprarmos essas minis nos países acima pesquisados (Japão e Estados Unidos), teremos que pagar o envio, fora que também pagamos uma taxa de importação por produtos aqui no Brasil.
Mas temos Kyosho no Brasil. Não existe uma importação oficial, mas existem ótimos e fieis vendedores da marca, sobretudo no Mercado Livre. O valor em médio de uma mini, lá, está em torno dos 35 reais. Tirando o frete, que em média, gira em torno de 15 a 20 reais, uma Kyosho no Brasil não sai por menos de 50 reais. Vale salientar que, esses valores são médios, e pode variar pela quantidade/variedade/exclusividade da mini e pela negociação com o vendedor. Já consegui vendas de 8 miniaturas, todas raras (das 8, 5 eram beads, inclusive) mais envio por 400 reais. Se dividirmos por mini, cada mini sairia por 50 reais. Contudo, se eu pedisse de fora essa mesma miniatura, de um mesmo vendedor, do Ebay, cada uma poderia sair até por 75 reais, frete incluso na conta. Isso comprova que, apesar do mercado restrito e da dificuldade de se conseguir uma miniatura Kyosho, o valor praticado está alinhado ao padrão internacional, demonstrando até certa consciência dos vendedores locais, que poderiam abusar do desconhecimento ou falta de concorrência e inflacionar o valor dos modelos. Lembrando sempre que falo sempre de médias e minis consideradas comuns, por que aqui ou fora, dependendo da mini, os valores podem ser exorbitantes, independente da língua, moeda ou origem da miniatura.


No Mercado Livre, você encontra essa belíssima Ferrari entre 35 e 45 reais, fora o frete. No Ebay? A mesma coisa. Parece que não é tão caro aqui (ou a galera não tá se aproveitando tanto).

Pra terminar, uma pergunta seguida de sua resposta:  por que eu estou falando isso tudo? Por que o que mais odeio escutar de colecionadores é quando vejo ou escuto um dizer “fulano tá lucrando em cima de mim”, ou então “beltrano bem que podia fazer um preço camarada na minha Kyosho”. Posso estar colhendo inimizades de forma automática agora, mas vou dar uma visão realista e prática do mercado.
Não existe bondade ou amizade quando falamos de negócios. Por mais que conheçamos e tenhamos intimidade com determinado vendedor ou lojista, ele está fazendo aquilo visando uma coisa: lucro. É assim que ele mantem seu negócio e ambiciona expandi-lo. Quando queremos apenas ser justos, ajudar um amigo colecionador, é mais fácil propor a troca do que a venda não? Quando estamos pedindo que o colecionador pague o valor de compra, já é uma forma de querer “lucrar”, pois aquelas minis, seja de que marca for, estão paradas, e se a grana vier você compra outras e lucra não? Pelo menos é assim que penso. Outro ponto que sempre tem que ser pensado é que estamos acostumados com um mercado rotulado pela Hot Wheels. Qualquer mini com um mínimo de acabamento e detalhismo maior do que a famosa mainline americana custará mais caro. Claro que também sonho em ver Kyoshos, Greenlights, Johnny Lightinings e M2s com preços iguais, mas será que teriam o mesmo acabamento? Será que compraríamos feliz como fazemos hoje?
Por isso, não basta apenas reclamar e fazer beicinho e cara feia com o preço. Tem que saber o valor da miniatura, o quanto custou adquiri-la, trazê-la e anuncia-la e a dificuldade que envolve todo esse processo. No fundo, rapadura é doce, mas também não é mole não, e a do vizinho é sempre mais doce. Pensem nisso!

Imaganes: Ebay, Mercado Livre e autoria própria.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013


Circle K Sunkus Collection: popularizar sem perder


A marca resolve popularizar suas minis 1:64, para alegria dos colecionadores mundo afora.


Ok! Já sabemos que nada é tão original como pensávamos, e que a sua mini pode ter uma alma europeia ou até mesmo americana (quem sabe). Mas como é que a Kyosho vende suas minis? Por que é tão difícil comprar essas formidáveis minis.
Vamos responder agora. Em 2004, percebendo a possibilidade de expandir seus produtos, a marca resolveu se aliar a uma das maiores magazines japonesas: a Circle K Sunkus. A loja é tradicionalíssima, e teve o início de suas atividades na década de 50 no Japão arrasado pós 2° grande guerra.
A Sunkus era uma espécie de “Loja Americanas” japonesa, aonde você encontra de tudo. Eu disse de tudo mesmo!Para aumentar seus domínios e ter maior penetração no terrirório japonês, em 1998 começou a se unir com a Circle K, a maior rede de conveniências de postos do Japão, e em 2001 surgiu a gigante Circus K Sunkusa, a maior loja em abrangência territorial do Japão. Para completar, a Circle K Sunkus criou seu programa de fidelidade, baseado em um site, surgindo assim a Karuwaza, site de compra, venda e promoções exclusivos da Circus K Sunkus na internet.
“E o que uma loja de conveniência tem haver com minhas miniaturas?” brandaria o colecionador desinformado. Simples. Foi essa enorme cadeia de lojas que foi escolhida para vender a nova coleção de miniaturas da Kyosho em escala 1:64. Apelidada de Sunkus K Collection, a Kyosho fechou uma parceria de exclusividade com a Circle K Sunkus, comercializando sua nova linha e miniaturas na escala 1:64 nas lojas Sunkus K e Karuwaza (braço digital da Sunkus).

Pode parecer mentira, mas esse Ferrari 458 Itália e uma mini "básica" da Kyosho. Se isso é básico, a Hot Wheels é o que?


Aqui, mais uma curiosidade: a linha foi “testada” como premiação para quem adquirisse produtos da Dydo Drinco, tradicional empresa que vende bebidas e comidas naquelas máquinas vitrines, aonde colocamos o dinheiro e escolhemos o produto. Isso foi em 2003. Pela riqueza de detalhes e sucesso de vendas, a Kyosho resolveu simplificar sua linha, produzindo uma série mais “básica” (para os padrões da empresa, deixando bem claro). A simplificação geraria maior volume de produtos, e uma maior penetração entre aficionados e crianças japonesas. O que a empresa não contava é que sua fama se espalharia tão rápido quanto uns vírus de computador, e em pouco tempo colecionadores de todos os continentes já corriam atrás das minis japonesas.
Outra particularidade da Sunkus K Collection se diz ao formato que ela é apresentada: todas em base de acrílicos, parafusadas e lacradas em uma caixa totalmente fechada, sem qualquer identificação de qual mini vêm dentro. É comum no Japão se vender minis sem saber qual o carrinho que vem dentro. O que seria um empecilho no ocidente é um incentivo no oriente, aguçando a curiosidade e “forçando” crianças e colecionadores comprarem várias minis até terem a(s) que deseja(m). Para manter uma vínculo com o colecionismo, dentro da caixa vem um card com a imagem da mini dentro e uma pequena descrição da mesma, criando uma espécie de coleção de cartões das minis, e ajudando na catalogação das mesmas. Genial não?!


Pode parecer loucura, mas comprar uma miniatura as cegas é uma tradição e sinônimo de colecionadores ávidos por todas as peças. No Japão funciona. Já no resto do mundo...

A coleção é formada por várias séries, todas temáticas, lançadas com uma média de intervalo bimestral. Sempre no Japão e a pouco tempo na China, acabam rápido, não só pelo número limitado (mesmo maior do que em relação a Bead Collection), mas pela procura cada vez maior de vendedores e colecionadores estrangeiros, que acabam comprando grandes quantidades para revenderem e completarem suas coleções mundo afora. Não é incomum vermos vendedores especializados na Europa e Estados Unidos, até mesmo credenciados pela própria Kyosho, como a Daboxtoys, hoje um revendedor autorizado da Kyosho fora do território nipônico, e que atende basicamente o mercado norte-americano.
Para os colecionadores brazucas, uma boa notícia. Temos alguns bons e honestos vendedores, e devo trazê-los aos poucos no blog, para você saber aonde comprar aqui no Brasil com tranquilidade e honestidade.
Para terminar, a Sunkus K Collection contém 57 séries lançadas e anunciadas até o momento, com uma quantidade de no mínimo 8 miniaturas por série, que podem ou não ter variação. Os temas são os mais variados, desde os clássicos carros japoneses, passando por modelos esportivos e de corrida e indo até mesmo aos modelos usados pelo agente secreto mais famoso dos cinemas, James Bond (série 10, composta por 15 modelos, em escala 1/72). Falando em escala, a Kyosho não tem a tradição ou regra de manter a escala 1:64 ou moldes na Sunkus K. Um exemplo são as séries Suzuka 8 Hours e a própria série 007, aonde as minis são nas escala 1/72, e as miniaturas de marcas mais marcantes para colecionadores como Ferrari e Lamborghini, aonde percebe-se uma evolução no molde de uma mesma mini, mas de séries diferentes.


Seja o modelo baseado em um carro americano, japonês ou alemão, a qualidade, detalhismo, respeito e escala serão respeitados ao máximo pela marca japonesa. 


Qualidade, preço menor e uma maior quantidade de minis. Isso é Sunkus K Collection. Porém, aviso logo, não fácil ter uma, mesmo que seja mais popular ou de maior quantidade. Minis de alta qualidade não são fáceis né?

Fotos: Daboxtoys.com, Increrible Mini Garage (http://all-3dd.blogspot.com.br/) e diecast-zone.blogspot.com